terça-feira, 22 de março de 2011

Objectos de Cortiça...Made in Portugal

A Cortiça é um material nobre com um grande leque
de possíveis aplicações e que, há muito,
é associado ao nosso País.
Infelizmente, durante muitos anos, para além da óbvia
e reconhecida utilização internacional no fabrico de rolhas de qualidade, as tímidas incursões feitas no mundo
da Moda, da Decoração e dos Acessórios
foram sempre incipientes e de cariz amador,
rondando em muitos casos o mau gosto.



Contudo, de algum tempo a esta parte,
a utilização de designers competentes,
a exigência de qualidade,
a procura de novas formas que cativem
um público cosmopolita e exigente tem provocado
o aparecimento de novas empresas
com objectivos bem definidos - levar as suas colecções
de objectos de cortiça ao encontro de, cada vez mais,
camadas sofisticadas, nacionais ou estrangeiras.

É este o caso da CORKWOOD que recentemente estabeleceu uma parceria com a Artes&Etc para comercialização das suas peças.
E assim as mochilas, malas, carteiras, canetas ou colares, entre muitas outras peças, podem ser encontradas nas lojas das Docas, Baixa ou Camões e, muito em breve, também no Castelo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

AvisRara - Exposição de Pintura de Rita Ventura

Aves que levantam voo, planando nas alturas, muito acima das fraquezas humanas
e outras que se abrigam nos ramos de árvores frondosas.
Pássaros que dialogam com jovens esguias e misteriosas também elas
aninhadas em troncos sinuosos e labirínticos, formando teias/telas
em que realidade e poesia se alternam e completam.
Feminina, liberta, atraente, divertida, sensual, onírica, independente e cúmplice
- adjectivos que definem, embora só parcialmente, a pintura de Rita Ventura.

Avis Rara, nome de exposição mas também declaração de intenções de uma estética desalinhada, livre e não sujeita a modismos, em que o prazer de quem pinta
só é comparável ao que todos nós, espectadores, poderemos usufruir na sua contemplação,
na sua interpretação…

Exposição de Pintura a ser inaugurada na próxima quarta-feira, dia 16 de Março,
pelas 19h, no Espaço Docas ( Doca de Santo Amaro - Armazém 10) com entrada livre,
todos os dias das 12 às 24 horas. Contamos com a sua presença...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Miss Gato já se passeia pelos lados do Carmo

Miss Gato é a assinatura escolhida pela jovem designer Sofia Silveira
para divulgar as suas criativas e coloridas peças que abrangem áreas desde a Decoração à Moda, como bem exemplificam as pulseiras e colares.



Por enquanto, estas peças, algumas mostradas neste post, só podem ser encontradas na Artes&Etc do Camões, na Rua da Misericórdia 94/96.
Venham até cá fazer uma visita à Miss Gato. Miau...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Abre hoje a Artes&Etc do Carmo

... É mesmo isso, a partir de hoje Lisboa conta com mais uma unidade Artes&Etc, desta feita na Rua da Misericórdia 94/96, a dois passos do Largo de Camões.


Uma loja ampla e acolhedora onde, de forma harmoniosa, se misturam inúmeros produtos portugueses de qualidade como peças de Artesanato Urbano e Tradicional, Compotas de Alcobaça, Chocolates da Arcádia, Texteis da Serra da Estrela e de Viana do Castelo ou Cerâmica das Caldas da Rainha.



Os livros, de autores portugueses tarduzidos em diversas línguas, também não foram esquecidos.
Este sector será muito em breve enriquecido com alguns dos nomes mais importantes da Música Portuguesa, como Carlos Paredes, Amália ou Zeca Afonso, entre outros.








O horário inicial, ainda em fase de adaptação, é de 2ª a 4ª das 9h30 às 23h, 5ª e 6ª das 9h30 às 24h e Sábado e Domingo das 10h às 24.
Para quando essa visita?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um Arroz de Cabidela...artesanal

Quando combinei com a ceramista Júlia Ramalho a minha ida
ao seu atelier de Galegos de São Martinho, perto de Barcelos, ela foi peremptória:
-Então almoça cá em casa um Arroz de Cabidela, à minha maneira. Gosta?
Confesso que só não recusei por simpatia pois o avinagrado da Cabidela não é das minhas preferências...
Mas em boa hora aceitei o convite porque o almoço estava divinal.
Até a cor do Arroz era diferente, amarelado com um toque laranja, a seguir o cromatismo das peças da dona da casa.





E depois, com visita guiada por António Ramalho, filho de Júlia,
também ele ceramista de talento, visitei o espólio da artista
com dezenas de peças únicas, fora do mercado, onde de repente,
se encontram vestígios da avó Rosa Ramalho, encomendas de troféus,
prémios ganhos, experiências, motivos abandonados...
Mas o que não vou esquecer nos próximos tempos é o arrozinho.
Não há nada como uma boa refeição ...artesanal!!!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Inauguração da Exposição 3 Territórios - Prémios Nacionais de Artesanato


Realizou-se na passada quinta-feira, dia 10, a inauguração da Exposição 3 Territórios com a presença de inúmeras personalidades dos três países representados - Portugal, Espanha e França, para além de alguns dos artesãos autores das peças premiadas e de um vasto público curioso e interessado.
A Exposição, dividida em áreas tão variadas como Vestuário, Joalharia, Mobiliário ou Cerâmica, é bem representativa do Artesanato Tradicional assim como do Artesanato Contemporâneo.










Por exemplo, esta peça veio dos Açores, mais precisamente
do Faial, e é da autoria de Maria Lúcia de Sousa, galardoada com uma Menção Honrosa em 2009. A mostra está aberta ao público, diariamente, das 12 às 24 horas e a entrada é livre.












O Espaço Docas, onde decorre esta exibição, situa-se na Doca de Santo Amaro, armazém 10, rodeado por inúmeros restaurantes e mesmo de frente para o Rio...

Que tal uma visita, um dia destes?
...Mas apressem-se porque a Exposição termina no final do mês!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Viagens na minha Terra (Lusa...)

A Terra Lusa é o mais recente parceiro dos espaços Artes&Etc.
Com temas tão tradicionais como as Rendas de Bilros,
os Azulejos do Século XVIII ou as Chitas de Alcobaça,
esta jovem e dinâmica empresa criou uma linha de relógios,
leques e eco sacos (…que brevemente, serão acrescidos de outras novidades)
onde tradição e modernidade se misturam, completam e renovam.

A partir de agora já poderá encontrar nas nossas lojas
(Docas, Baixa e, dentro de duas semanas, Camões)
os produtos Terra Lusa, atraentes, sofisticados… e divertidos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A arte dos Baraça

Ana Baraça nasceu em Galegos de Santa Maria em 1904, onde viveu até aos 97 anos.
Filha de Manuel Gonçalves Valada e de Luísa Lopes, fabricantes de louça grossa vidrada, começou a fazer bonecos - uns galinhos - por volta dos sete anos.
O pai vidrava-lhe os bonecos juntamente com a louça grossa e andou pelas feiras de Barcelos, Lamego, Matosinhos, Rio Tinto etc.
Num determinado período da sua vida também se dedicou á produção de galos, que pintava com ajuda de um prego, por um processo de que ciosamente guardava segredo.
As asas pareciam “os tapetes (de flores) do Senhor da Cruz, pelas Cruzes”.


Elementos lúdicos e decorativos estiveram na origem das figuras com assobio e dos cenários de inspiração religiosa ou rural, sem esquecer os bois, as juntas, os pombais, as pombinhas, os santos, camponeses, arados, alminhas, carros de bois … um sem número de peças. Peças pintadas de cores garridas, que reflectiam o quotidiano envolvente.

As caras adelgaçada pela ponta dos dedos, polegar e indicador, constituem uma estilização que marca também a produção familiar com que o seu filho, Fernando, e os netos, Carlos, Vítor e Moisés, continuaram a sua obra, contagiados pela mesma paixão pelo barro, cada um criando as suas próprias peças.




Estas sucessivas gerações mantiveram os traços tradicionais do nome “Baraça” e inovaram através da criação de peças novas alusivas á tradições minhotas e populares e não só.
Apostaram na criação de peças de carácter religioso como presépios, santos populares, crucifixos, últimas ceias, peças alusivas à paixão de Cristo.
Também enverdaram pela criação de peças mais contemporâneas através de uma variação do galo de Barcelos tradicional unicolor.
As peças que são a imagem de marca desta família de artesãos são ass banda de música , os galos de Barcelos com relevo e os presépios originais com bicicletas ou pequenos barcos.

Nas últimas duas décadas têm participado em vários certames do artesanato a nível nacional e internaciona em Espanha, Itália e França tendo ganho vários prémios a nível nacional e internacional.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"3 territórios - Prémios Nacionais de Artesanato" Entrevista a Alexandre Rosa


Alexandre Rosa, 57 anos, natural de Ferreira do Alentejo
é, desde Maio de 2005, Vice-presidente do Instituto do Emprego
e Formação Profissional.
Estando sob a sua alçada a responsabilidade da organização

da exibição em Portugal da exposição itinerante
"3 territórios - Prémios Nacionais de Artesanato", que se irá realizar em Lisboa,
de 10 a 27 de Fevereiro, no Espaço Docas, Artes&Etc.,
resolvemos fazer-lhe a pequena entrevista que se segue.

Espaço Docas – Quais são as principais tarefas do cargo que desempenha?

Alexandre Rosa – Sou VP do IEFP, entidade que tem a seu cargo a execução das políticas de emprego e formação profissional no território do Continente.
A sua acção desenvolve-se através de uma rede de Centros de Emprego e de Formação Profissional distribuída por todo o território do continente.
No âmbito da sua actividade o IEFP é, ainda, a entidade pública responsável pelo apoio ao artesanato, enquanto sector de actividade criador de emprego. O PPART – Programa de Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais – é um programa que funciona no IEFP sob a minha supervisão, embora com um Coordenador operacional que é o Dr. Fernando Gaspar, a quem muito se deve a qualidade do trabalho que vimos desenvolvendo na criação de condições de apoio e promoção do nosso Artesanato.
Cabe ao IEFP, através do PPART, a gestão do Estatuto do Artesão – através do qual se garante a emissão das Cartas de Artesão e de Unidades Produtivas Artesanais – bem como do Registo Nacional do Artesanato.
As minhas tarefas são, por isso, múltiplas mas todas orientadas para a administração do serviço público de emprego.

ED – Pode descrever a Exposição que estará presente no Espaço Docas, durante o mês de Fevereiro?

AR – Trata-se de uma mostra que pretende dar a conhecer internacionalmente as obras galardoadas nos diferentes certames que se organizam em Espanha, França e Portugal sob a designação comum de Prémios Nacionais de Artesanato e que se destacam pela sua qualidade e excelência. Irão estar patentes ao público um total de 30 peças (10 de cada país), de áreas diversificadas, como a cerâmica, o vidro, o têxtil/vestuário, a joalharia ou o mobiliário.

No caso português, o Prémio Nacional de Artesanato, de edição bienal, é instituído pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade, através do IEFP, conta com duas categorias - Artesanto Tradicional e Artesanato Contemporâneo, e já leva mais de 20 anos de realização ininterrupta. As 10 obras portuguesas foram seleccionadas de entre as peças premiadas em 2001, 2003, 2005 e 2009, e entrou em linha de conta com o conceito global delineado para a exposição.

Quero dizer também que a exposição "3 territórios" é uma das acções que integram o Projecto EUROART, liderado pela Fundação Espanhola para a Inovação do Artesanato (FUNDESARTE) e tendo como parceiros o Instituto Nacional dos Ofícios Artesanais (INMA) de França, e o IEFP em Portugal, e tem o objectivo de demonstrar a vitalidade do sector do artesanato simbolizada nas obras de grande valor cultural, estético e funcional que vão ser exibidas.

ED – Como vê o panorama actual do Artesanato português e quais os passos que os organismos oficiais, como o seu,
têm feito para protecção e desenvolvimento do mesmo?

AR – Eu vejo o sector do artesanato como uma grande mais valia para a afirmação da nossa identidade e, por isso, com um grande futuro. Num mundo tão globalizado como aquele em que vivemos e em que tudo tende a ser igual, importa tirar partido do que nos distingue. O nosso Artesanato faz parte, sem dúvida, desses elementos distintivos que contribuem para a nossa afirmação no mundo. A preservação as nossas tradições, não fechando, antes pelo contrário, caminho à inovação e à incorporação de elementos de modernidade, como o fazem, por exemplo e entre muitos outros, as Mulheres da Serra de Montemuro, é, seguramente, um caminho que, para beneficio de todos, podemos e devemos explorar.

O IEFP, através do PPART e de toda a sua rede de Serviços Locais e Regionais, disponibiliza um conjunto de instrumentos orientados para o apoio, promoção e valorização do nosso artesanato e dos artesãos, em que se salientam:
- Emissão das Cartas de Artesão e de Unidade Produtiva Artesanal nas áreas alimentar e não alimentar, de acordo com o previsto em legislação própria;
- Implementação e actualização periódica do Registo Nacional do Artesanato, disponível em e onde constam todos os Artesãos e Unidades Produtivas Artesanais portadores de carta ;
- Promoção do processo de qualificação e certificação de produtos artesanais tradicionais, em articulação com associações de produtores, autarquias locais, associações de desenvolvimento, etc.;
- Realização de actividades de promoção e valorização do artesanato, de formação de artesãos e de participação em projectos de apoio técnico;
- Co-edição da revista “Mãos”, publicação semestral especializada em artes e ofícios;
- Concessão de apoio financeiro à organização de feiras de artesanato e à participação dos artesãos nas mesmas;
- Participação institucional na FIA – Feira Internacional de Artesanato (Lisboa) através de uma exposição temática em cada edição, com publicação de catálogo, e do apoio financeiro à participação de 120 artesãos provenientes de todo o país, no Pavilhão dedicado ao Artesanato Português, uma iniciativa que já leva 20 anos;
- Realização do Prémio Nacional de Artesanato, iniciativa que já referi.

ED – Para terminar, qual é a sua opinião acerca do Espaço Docas e do Projecto Artes&Etc, no geral?

AR – Pelo que conheço do Espaço e do Projecto devo dizer que tenho uma opinião positiva. Acho, aliás, que a melhor forma de ajudar o nosso artesanato e os nossos artesãos é, mais do que pensar em subsídios, criar condições para a comercialização dos seus produtos. Sou daqueles que pensam que o artesanato terá futuro e os nossos artesãos poderão viver dele se conseguirem colocar os seus produtos no mercado. E que os circuitos de comercialização do nosso artesanato devem, tanto quanto possível, desenvolver-se em paralelo com os circuitos normais. O nosso artesanato tem muita qualidade. Tem produtos vendáveis em qualquer parte do mundo. Por vezes faltam os canais de comercialização. E o Espaço Docas e o Projecto Artes&Etc, tal como alguns outros projectos empresariais de comercialização das nossas artes tradicionais, é por isso credor, justamente, dos meus votos de maior sucesso.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ao pé do Camões, quem tem um olho é Rei

Será já na primeira semana de Março a abertura da terceira unidade Artes&Etc.
Localizada em plena Rua da Misericórdia, a dois ou três minutos do Largo de Camões,
esta loja marca a fronteira entre o Chiado e o Bairro Alto.
Artéria, antiga e com tradições, já teve vários nomes,
entre os quais Rua Larga de São Roque, Rua de São Roque e Rua do Mundo,
antes deste pelo qual foi baptizada actualmente.
Esperemos que, muito em breve, seja conhecida como a Rua...da Artes&Etc.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A lenda do Galo de Barcelos

Há muitos anos, realizou-se em Barcelos uma grande festa
em casa de um dos homens mais ricos da terra
com dezenas de convidado importantes,
entre os quais alguns vindos de Espanha.
O jantar servido em baixela de prata,
compunha-se das mais requintadas iguarias
e dos melhores vinhos da região.
Porém, terminado o jantar, os criados deram por falta
de alguns talheres em prata lavrada.
Quem teria sido? Quem não teria sido?
Havia que proceder com cautela sem causar alvoroço entre os presentes.
Foi chamado o mordomo e interrogados os criados.
Todos os indícios apontaram como culpado um dos visitantes espanhóis.
Interrogado pelas autoridades e, embora proclamando inocência,
este foi preso e logo de imediato considerado culpado pelo tribunal
e condenado à morte.
Contudo o jovem condenado reafirmava estar inocente
e o juiz decidiu dar-lhe uma última oportunidade de defesa...
Foi então que o acusado reparou num galo, já morto,
que estava sobre uma mesa ao lado do magistrado.
E, desesperado, gritou:
- É tão verdade eu estar inocente, como este galo
vir a cantar antes da meia noite!
Todos se riram, mas ninguém tocou mais no galo que,
poucos minutos antes da hora marcada, se ergueu
e entoou um belo e estridente cantar.
Claro que o injustamente acusado foi rapidamente liberto
e a lenda propagou-se por toda a região e , mais tarde, por todo o país.
Hoje em dia o Galo de Barcelos, em inúmeras versões
e de cores variadas, é talvez o ícone gráfico
mais conhecido de Portugal, em todo o Mundo.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Filigrana Portuguesa


A filigrana é um trabalho ornamental feito
de pequenas bolas de metal e fios muito finos,
soldados de modo a compor desenhos
onde abundam os corações,
as cruzes e outros temas tradicionais.
Os metais mais usuais são o ouro ou a prata,
mas ligas de bronze ou cobre, em tons prata
ou dourado, são igualmente utilizadas.
Desde a Antiguidade que a filigrana é utilizada em joalharia e objectos decorativos tendo, nos nossos dias, assentado arraiais no Norte do país onde é tradição as mulheres minhotas usarem um número elevado de peças no vestido de noiva tradicional ou, também, nos ranchos folclóricos do Minho.
Nos grandes centros urbanos tornou-se igualmente moda a utilização de objectos de filigrana com destaque para os corações.

Os centros produtores de filigrana de melhor qualidade
localizam-se em Gondomar e na Póvoa de Lanhoso.
As peças fabricadas, em maior número, são geralmente para uso pessoal - com destaque para as arrecadas e argolas de Viana, os brincos à raínha, os corações e os medalhões, as cruzes e os colares de "contas minhotas".
Outras peças de maior porte, como caixas, relicários ou esculturas ornamentais como as caravelas, são produzidas também para satisfazer uma procura cada vez mais alargada da parte de, na maioria do casos, turistas estrangeiros.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sessões de Autógrafos

Na continuação do lançamento do "Cozinha Fácil para Homens
que não sabem estrelar um Ovo..." ( já em 2ª edição),
vou estar amanhã, 5ºfeira, dia 16,
na Livraria Apolo 60 a partir da hora do almoço.
No sábado será a vez da Bulhosa do C.C. Amoreiras,
entre as 17 e as 18h,
e no Domingo na Bulhosa do Oeiras Parque, pelas 15h.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vagas na Planície

"...Numa linguagem plástica e num paralelismo
em que a metafísica e a matáfora inundam a dimensão onírica,
dois artistas proporcionam-nos uma viagem
onde o tempo se funde em cores liquefeitas de luz,
nas planícies mutantes e insondáveis de cada observador..."
É este o texto de apresentação da Exposição de Pintura "Vagas na Planície"
dos artistas Carmen Duarte Ferreira e António G. Anacleto
que, até 9 de Janeiro do próximo ano,
está aberta ao público diariamente, das 12 às 24 horas, no Espaço Docas, Artes&etc.

O Pião

Novos ou menos novos, todos brincámos, em alguma época da nossa vida,
com um pião...principalmente se pertencermos ao sexo masculino,
já que as "meninas" nunca foram muito dadas a este tipo de brincadeiras.
Desde os velhinhos piões de madeira, com uma corda enrolada a toda a volta
até aos aerodinâmicos piões asiáticos
que fizeram as delícias das gerações mais recentes,
muitas têm sido as transformações deste brinquedo tradicional,
que nem sempre foi apenas uma distracção.
Nas suas origens longínquas, este, aparentemente, simples objecto,
foi utilizado nas artes devinatórias e na feitiçaria,
para reproduzir o movimento dos astros e para interpretação de presságios.
A próxima vez que vir um pião, olhe-o com mais respeito...