domingo, 12 de dezembro de 2010

Ramalho, apelido de Barrista

A primeira a tornar o apelido da família conhecido entre as dezenas de artesãos que trabalhavam o barro na região de Barcelos foi a velha Rosa Ramalho.
Descoberta por António Quadros e pelos professores e alunos da Escola de Belas Artes do Porto, quando já tinha ultrapassado os 70 anos,
viu rapidamente os seus cristos e estranhas figuras de um ocre característico serem disputados por coleccionadores das mais variadas origens.





Actualmente a tradição criativa familiar está nas mãos da sua neta Júlia Ramalho, presente desde o primeiro dia nas Arte&Etc, que continua a criar os Pecados Capitais, as Sereias e muitas outras figuras de um imaginário rico e único.
Também o filho de Júlia, bisneto de Rosa, de nome António Ramalho, tem desenvolvido trabalhos de grande nível que nos permitem afirmar que a tradição...ainda é o que era!!!

Exposições de Pintura das mais variadas correntes

Desde sempre, se previligiou o espaço dedicado às exposições de Artes Plásticas.
As inaugurações das mesmas tornaram-se já um ponto de encontro de habitués, mas os visitantes anónimos diários podem também admirar as técnicas, tendências e estilos mais variados.






Abstractas ou figurativas,
as obras expostas, por períodos nunca inferiores a um mês, merecem a atenção dos mais diversos grupos etários.


Pintores consagrados como Guilherme Parente, o artista com que iniciámos a nossa série de exposições, ombreiam com ChureOne, um jovem righter, na casa dos 20 anos.
O importante, para nós, é a qualidade do trabalho e não a idade ou estatuto artístico.







Espaço Docas, a primeira Artes&Etc

Em Abril de 2010, foi inaugurada a primeira Artes&Etc que, devido à sua localização em plena Doca de Santo Amaro, recebeu o nome de Espaço Docas, Artes&Etc.
Estava, assim, iniciado um projecto que pretendia juntar as vertentes cultural e comercial numa recolha do muito que se faz, em Portugal, no campo do Artesanato tradicional e urbano, mas também das Artes, com destaque para a Pintura, a Fotografia, a Escultura e a Cerâmica.
Cerca de oito meses depois, esta iniciativa é, sem margem de dúvida, um êxito, tendo recebido a visita de muitos milhares de turistas de dezenas de países, igual número de portugueses orgulhosos das suas raízes e organizado diversas exposições, lançamento de livros e workshops.
O Galo de Barcelos já era, então, o nosso símbolo...