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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

EIXO NORTE – SUL





Isabel Rocha Leite, designer e criativa lisboeta que assentou arraiais na Invicta há já alguns anos, é um dos novos elementos da equipa Artes&Etc. A partir de hoje, será nas nossas lojas que poderá encontrar, em rigoroso... exclusivo para a capital, as peças divertidas e cheias de cor que a Isabel cria com uma profusão de detalhes, de imaginação e de bom gosto.Peças únicas que poderão embelezar a sua casa ou ser uma excelente opção para um presente diferente e personalizado.Visite a Artes&Etc do Camões, na Rua da Misericórdia 94, por enquanto a única loja da rede onde a Isabel Rocha Leite está representada.Este espaço está aberto todos os dias, das 10 às 24 horas.





quinta-feira, 26 de maio de 2011

Criaturas de Sonho ...e de Pano



Douradas com ar suculento, andorinhas em vôos vertiginosos,

galarotes de crista altiva, sardinhas longilíneas,

mochos com insónias e muitas outras criaturas fantásticas

surgem do mundo delirante do PontoLX

e aterram brevemente nas lojas Artes&Etc.

Brevemente, porque são inúmeros os admiradores confessos

destas pequenas obras de arte bem humoradas

e brilhantemente confecionadas pela Inês Areal e sua Mãe...














domingo, 22 de maio de 2011

Ana Vilela no Museu da Água

Ana Vilela, presença constante e muito querida nas Artes&Etc,
tem uma nova Exposição de Azulejos "A Voz das Fontes"
no Museu da Água - Reservatório da Patriarcal, no Príncipe Real.
Ana Vilela começou a sua carreira como pintora de azulejos em 1983,
após ter concluido a licenciatura em História.
Os trabalhos desenvolvidos no seu enorme atelier de Benfica
originaram inúmeras exposições e painéis de grandes dimensões
que se encontram em edíficios públicos e colecções privadas em Pequim,
Toronto, Basileia e Ponta Delgada.
Nesta exposição, Ana Vilela surge-nos com uma nova paleta de cores,
em que um castanho sanguíneo contrasta com diversas nuances de azul,
originando peças de grande beleza.
A magnífica cisterna em que tudo se desenrola acentua ainda mais
o lado fantástico de todas as obras expostas tornando obrigatória
a visita a este espaço que, embora localizado em pleno Jardim do Príncipe Real,
será certamente desconhecido de muitos lisboetas.








































Museu da Água


Reservatório da Patriarcal


Exposição de Azulejos de 19 de Maio até 11 de Junho de 2011


Horário: 2ª feira a Sábado das 10h às 18h


Encerra aos Domingos e Feriados

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Galo de Barcelos ao Poder...JÁ!!!!

Cá para mim, o Galo de Barcelos é uma espécie de D.Sebastião...artesanal. Assim como sempre nos habituámos a ver o imberbe monarca como o nosso salvador que, numa manhã de nevoeiro, há-de aparecer para nos levar à glória, também o simpático galináceo, segundo a lenda já bem assado e sossegado numa travessa em cima da mesa, ressurgiu do nada para salvar da morte um jovem injustiçado.


O tradicional Galo de Barcelos, feito em barro e pintado basicamente em preto com enfeites vários, deu origem a uma profusão de reecriações, em pano,
madeira, cerâmica, t-shirts, autocolantes, magnéticos, ou azulejo, mostrando uma capacidade criativa invejável.


António Azevedo, Ana Araújo, Ponto LX, Irmâos Baraça, Júlia Ramalho,

Ana Vilela, Gatafunhos, Art28, são alguns dos imaginativos autores que,

nos quatro espaços Artes&Etc,

mostram as suas interpretações do maior ícone nacional.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um Arroz de Cabidela...artesanal

Quando combinei com a ceramista Júlia Ramalho a minha ida
ao seu atelier de Galegos de São Martinho, perto de Barcelos, ela foi peremptória:
-Então almoça cá em casa um Arroz de Cabidela, à minha maneira. Gosta?
Confesso que só não recusei por simpatia pois o avinagrado da Cabidela não é das minhas preferências...
Mas em boa hora aceitei o convite porque o almoço estava divinal.
Até a cor do Arroz era diferente, amarelado com um toque laranja, a seguir o cromatismo das peças da dona da casa.





E depois, com visita guiada por António Ramalho, filho de Júlia,
também ele ceramista de talento, visitei o espólio da artista
com dezenas de peças únicas, fora do mercado, onde de repente,
se encontram vestígios da avó Rosa Ramalho, encomendas de troféus,
prémios ganhos, experiências, motivos abandonados...
Mas o que não vou esquecer nos próximos tempos é o arrozinho.
Não há nada como uma boa refeição ...artesanal!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A arte dos Baraça

Ana Baraça nasceu em Galegos de Santa Maria em 1904, onde viveu até aos 97 anos.
Filha de Manuel Gonçalves Valada e de Luísa Lopes, fabricantes de louça grossa vidrada, começou a fazer bonecos - uns galinhos - por volta dos sete anos.
O pai vidrava-lhe os bonecos juntamente com a louça grossa e andou pelas feiras de Barcelos, Lamego, Matosinhos, Rio Tinto etc.
Num determinado período da sua vida também se dedicou á produção de galos, que pintava com ajuda de um prego, por um processo de que ciosamente guardava segredo.
As asas pareciam “os tapetes (de flores) do Senhor da Cruz, pelas Cruzes”.


Elementos lúdicos e decorativos estiveram na origem das figuras com assobio e dos cenários de inspiração religiosa ou rural, sem esquecer os bois, as juntas, os pombais, as pombinhas, os santos, camponeses, arados, alminhas, carros de bois … um sem número de peças. Peças pintadas de cores garridas, que reflectiam o quotidiano envolvente.

As caras adelgaçada pela ponta dos dedos, polegar e indicador, constituem uma estilização que marca também a produção familiar com que o seu filho, Fernando, e os netos, Carlos, Vítor e Moisés, continuaram a sua obra, contagiados pela mesma paixão pelo barro, cada um criando as suas próprias peças.




Estas sucessivas gerações mantiveram os traços tradicionais do nome “Baraça” e inovaram através da criação de peças novas alusivas á tradições minhotas e populares e não só.
Apostaram na criação de peças de carácter religioso como presépios, santos populares, crucifixos, últimas ceias, peças alusivas à paixão de Cristo.
Também enverdaram pela criação de peças mais contemporâneas através de uma variação do galo de Barcelos tradicional unicolor.
As peças que são a imagem de marca desta família de artesãos são ass banda de música , os galos de Barcelos com relevo e os presépios originais com bicicletas ou pequenos barcos.

Nas últimas duas décadas têm participado em vários certames do artesanato a nível nacional e internaciona em Espanha, Itália e França tendo ganho vários prémios a nível nacional e internacional.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O Ganda Galo do António Azevedo

António Azevedo, jovem e talentoso designer urbano, tem desenvolvido um trabalho notável de recriação do Galo de Barcelos.
O Galo Portugal, o Galo Santo António e o Galo Amor ( nas imagens) juntam-se a uma já extensa lista em que o Galo Gay e o Galo Olé são outros dos protagonistas.
Também com as velhinhas Andorinhas esse mesmo processo de renovação term vindo a ser desenvolvido com assinalável sucesso.
Com a sua habitual simpatia, António Azevedo permitiu que dois dos seus Galos mais emblmáticos , o Portugal e o amor, fossem usados na fachada da Artes& Etc da Rua da Prata.
...O Galo de Barcelos ao Poder !!!















Ramalho, apelido de Barrista

A primeira a tornar o apelido da família conhecido entre as dezenas de artesãos que trabalhavam o barro na região de Barcelos foi a velha Rosa Ramalho.
Descoberta por António Quadros e pelos professores e alunos da Escola de Belas Artes do Porto, quando já tinha ultrapassado os 70 anos,
viu rapidamente os seus cristos e estranhas figuras de um ocre característico serem disputados por coleccionadores das mais variadas origens.





Actualmente a tradição criativa familiar está nas mãos da sua neta Júlia Ramalho, presente desde o primeiro dia nas Arte&Etc, que continua a criar os Pecados Capitais, as Sereias e muitas outras figuras de um imaginário rico e único.
Também o filho de Júlia, bisneto de Rosa, de nome António Ramalho, tem desenvolvido trabalhos de grande nível que nos permitem afirmar que a tradição...ainda é o que era!!!