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quinta-feira, 9 de junho de 2011

...Barba ou Cabelo?

A primeira fonte de inspiração foram as barbearias do tempo dos nossos pais,
e avós, e o bairro do Príncipe Real, em Lisboa.
Mas, para evitar acusações de bairrismo, os produtos para barbear
da Antiga Barbearia de Bairro têm agora uma linha
sugerida pela Ribeira do Porto.
A 100ml, empresa criada por dois jovens,
mas experientes, empresários - a Catarina Fragata e o Luís Pereira
- é a responsável pela revitalização do escanhoar à moda antiga,
com sabão de barba, pincel e navalha ou, vá lá, gilette.
Um culto revivalista que permite diariamente uns minutos de relax
e de descontracção.

A Artes&Etc sempre em busca de produtos portugueses de qualidade
e com um design atraente, orgulha-se de acrescentar a 100ml
e os produtos Antiga Barbearia do Bairro
à sua já extensa lista de parceiros nacionais.






quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sardinhas e Santo António






No Santo António,

comem-se sardinhas

e bebe-se vinho tinto...


Como preparação para os festejos populares já temos nas nossas lojas muitas figuras do Santo mais popular de Lisboa e patrono da cidade.


À falta das típicas sardinhas assadas, carregámos as prateleiras com as não menos saborosas sardinhas em conserva da Conserveira de Lisboa.


Agora só nos falta arranjar um bom tinto alentejano...









As fotografias que ilustram este post são do Rodrigo Viegas a quem, desde já, agradecemos!

domingo, 8 de maio de 2011

O Eléctrico 28 e a beleza de Lisboa

Com texto de Nysse Arruda, fotografia de Clara Azevedo e design de Henrique Cayatte, esta obra da Imprensa Nacional da Moeda é um tributo a Lisboa, “ … this marvellous city of colour and light, of hills and viewing terraces …”.
Uma obra de referência para os habitantes locais e turistas que visitam a cidade e que, a bordo do eléctrico 28, percorrem uma rota com grande significado histórico na capital.
Com uma paginação contemporânea e arrojada, profusamente ilustrado, e nas versões portuguesa e inglesa.

Um livro magnífico que nos leva ao longo do percurso do Eléctrico 28, através dos seus monumentos, vivencias e história e que agora chega às lojas Artes&Etc, cada vez mais "alfacinhas de gema"...


E, já agora, uma sugestão...esqueça as manias de que "essas coisas são só para os turistas" e programe uma viagem nesse amarelo mítico que inicia o seu trajecto em Campo de Ourique e depois passa pela Estrela, pela Calçada do Combro, pelo Camões e pelo Chiado, pela Sé, Voz do Operário e Graça, antes de chegar ao Martim Moniz.

...Vai ver que fica com mais adrenalina do que se andar na montanha russa!!!


















E apresse-se, porque senão qualquer dia a ASAE, a União Europeia, o FMI, ou similares, ainda proíbem este meio de transporte!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Galo de Barcelos ao Poder...JÁ!!!!

Cá para mim, o Galo de Barcelos é uma espécie de D.Sebastião...artesanal. Assim como sempre nos habituámos a ver o imberbe monarca como o nosso salvador que, numa manhã de nevoeiro, há-de aparecer para nos levar à glória, também o simpático galináceo, segundo a lenda já bem assado e sossegado numa travessa em cima da mesa, ressurgiu do nada para salvar da morte um jovem injustiçado.


O tradicional Galo de Barcelos, feito em barro e pintado basicamente em preto com enfeites vários, deu origem a uma profusão de reecriações, em pano,
madeira, cerâmica, t-shirts, autocolantes, magnéticos, ou azulejo, mostrando uma capacidade criativa invejável.


António Azevedo, Ana Araújo, Ponto LX, Irmâos Baraça, Júlia Ramalho,

Ana Vilela, Gatafunhos, Art28, são alguns dos imaginativos autores que,

nos quatro espaços Artes&Etc,

mostram as suas interpretações do maior ícone nacional.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ach.Brito, Confiança e Artes&Etc...ménàge à trois

Com mais de 120 anos de história e experiência mas com os olhos no futuro, a Claus Porto, detentora das marcas Ach. Brito e Confiança, mantém-se fiel à sua filosofia original. Reconhecida pela qualidade dos seus produtos e pelo valor artístico das embalagens, continua a levar o nome de Portugal mais longe, ao mesmo tempo que recupera o passado histórico e o partilha com o mundo, ávido de viver sensações e emoções apenas proporcionados por produtos autênticos, genuínos e artesanais.


Afinal uma filosofia comum com a da Artes&Etc que afirma que a Tradição ainda é o que era…mas com roupagens novas.



Nesta viagem em direcção ao futuro e a outros mercados, a caravela da Claus Porto chegou ás nossas lojas com um vasto portfólio de “jóias”, embaladas à mão, que vão surpreender, conquistar e deixar um rasto de aromas e de fragrâncias pelas Docas, Baixa, Camões, Castelo e nos inúmeros destinos para onde irão viajar…

terça-feira, 22 de março de 2011

Objectos de Cortiça...Made in Portugal

A Cortiça é um material nobre com um grande leque
de possíveis aplicações e que, há muito,
é associado ao nosso País.
Infelizmente, durante muitos anos, para além da óbvia
e reconhecida utilização internacional no fabrico de rolhas de qualidade, as tímidas incursões feitas no mundo
da Moda, da Decoração e dos Acessórios
foram sempre incipientes e de cariz amador,
rondando em muitos casos o mau gosto.



Contudo, de algum tempo a esta parte,
a utilização de designers competentes,
a exigência de qualidade,
a procura de novas formas que cativem
um público cosmopolita e exigente tem provocado
o aparecimento de novas empresas
com objectivos bem definidos - levar as suas colecções
de objectos de cortiça ao encontro de, cada vez mais,
camadas sofisticadas, nacionais ou estrangeiras.

É este o caso da CORKWOOD que recentemente estabeleceu uma parceria com a Artes&Etc para comercialização das suas peças.
E assim as mochilas, malas, carteiras, canetas ou colares, entre muitas outras peças, podem ser encontradas nas lojas das Docas, Baixa ou Camões e, muito em breve, também no Castelo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um Arroz de Cabidela...artesanal

Quando combinei com a ceramista Júlia Ramalho a minha ida
ao seu atelier de Galegos de São Martinho, perto de Barcelos, ela foi peremptória:
-Então almoça cá em casa um Arroz de Cabidela, à minha maneira. Gosta?
Confesso que só não recusei por simpatia pois o avinagrado da Cabidela não é das minhas preferências...
Mas em boa hora aceitei o convite porque o almoço estava divinal.
Até a cor do Arroz era diferente, amarelado com um toque laranja, a seguir o cromatismo das peças da dona da casa.





E depois, com visita guiada por António Ramalho, filho de Júlia,
também ele ceramista de talento, visitei o espólio da artista
com dezenas de peças únicas, fora do mercado, onde de repente,
se encontram vestígios da avó Rosa Ramalho, encomendas de troféus,
prémios ganhos, experiências, motivos abandonados...
Mas o que não vou esquecer nos próximos tempos é o arrozinho.
Não há nada como uma boa refeição ...artesanal!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A arte dos Baraça

Ana Baraça nasceu em Galegos de Santa Maria em 1904, onde viveu até aos 97 anos.
Filha de Manuel Gonçalves Valada e de Luísa Lopes, fabricantes de louça grossa vidrada, começou a fazer bonecos - uns galinhos - por volta dos sete anos.
O pai vidrava-lhe os bonecos juntamente com a louça grossa e andou pelas feiras de Barcelos, Lamego, Matosinhos, Rio Tinto etc.
Num determinado período da sua vida também se dedicou á produção de galos, que pintava com ajuda de um prego, por um processo de que ciosamente guardava segredo.
As asas pareciam “os tapetes (de flores) do Senhor da Cruz, pelas Cruzes”.


Elementos lúdicos e decorativos estiveram na origem das figuras com assobio e dos cenários de inspiração religiosa ou rural, sem esquecer os bois, as juntas, os pombais, as pombinhas, os santos, camponeses, arados, alminhas, carros de bois … um sem número de peças. Peças pintadas de cores garridas, que reflectiam o quotidiano envolvente.

As caras adelgaçada pela ponta dos dedos, polegar e indicador, constituem uma estilização que marca também a produção familiar com que o seu filho, Fernando, e os netos, Carlos, Vítor e Moisés, continuaram a sua obra, contagiados pela mesma paixão pelo barro, cada um criando as suas próprias peças.




Estas sucessivas gerações mantiveram os traços tradicionais do nome “Baraça” e inovaram através da criação de peças novas alusivas á tradições minhotas e populares e não só.
Apostaram na criação de peças de carácter religioso como presépios, santos populares, crucifixos, últimas ceias, peças alusivas à paixão de Cristo.
Também enverdaram pela criação de peças mais contemporâneas através de uma variação do galo de Barcelos tradicional unicolor.
As peças que são a imagem de marca desta família de artesãos são ass banda de música , os galos de Barcelos com relevo e os presépios originais com bicicletas ou pequenos barcos.

Nas últimas duas décadas têm participado em vários certames do artesanato a nível nacional e internaciona em Espanha, Itália e França tendo ganho vários prémios a nível nacional e internacional.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Filigrana Portuguesa


A filigrana é um trabalho ornamental feito
de pequenas bolas de metal e fios muito finos,
soldados de modo a compor desenhos
onde abundam os corações,
as cruzes e outros temas tradicionais.
Os metais mais usuais são o ouro ou a prata,
mas ligas de bronze ou cobre, em tons prata
ou dourado, são igualmente utilizadas.
Desde a Antiguidade que a filigrana é utilizada em joalharia e objectos decorativos tendo, nos nossos dias, assentado arraiais no Norte do país onde é tradição as mulheres minhotas usarem um número elevado de peças no vestido de noiva tradicional ou, também, nos ranchos folclóricos do Minho.
Nos grandes centros urbanos tornou-se igualmente moda a utilização de objectos de filigrana com destaque para os corações.

Os centros produtores de filigrana de melhor qualidade
localizam-se em Gondomar e na Póvoa de Lanhoso.
As peças fabricadas, em maior número, são geralmente para uso pessoal - com destaque para as arrecadas e argolas de Viana, os brincos à raínha, os corações e os medalhões, as cruzes e os colares de "contas minhotas".
Outras peças de maior porte, como caixas, relicários ou esculturas ornamentais como as caravelas, são produzidas também para satisfazer uma procura cada vez mais alargada da parte de, na maioria do casos, turistas estrangeiros.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Bordallo Pinheiro - 125 anos de criatividade

Criada em 1884, a Fábrica Bordallo Pinheiro pretendia associar às técnicas tradicionais da cerâmica, em que a região das Caldas da Rainha se notabilizara, toda a modernidade e capacidade criativa do seu criador Raphael Bordallo Pinheiro.





Dessa simbiose surgiram objectos que são, ainda hoje e depois de todas as vicissitudes pelas quais a Bordallo Pinheiro passou, ex libris de um determindo imaginário português.

Lenços de Namorados


Durante muitos anos os homens portugueses demandaram outras terras deixando atrás de si noivas, mulheres e filhos.
Era tradição, em certas terras minhotas, que a donzela deixada triste e sózinha, entregasse ao seu amado um lenço bordado onde, na maior parte das vezes, abundavam as lágrimas...e os erros ortográficos.
São essas desenhos infantis de cores garridas que aqui reproduzimos, mas não se deixem levar pela aparente ingenuidade pois existe um código "secreto" onde coração significa, obviamente, amor, os cravos vermelhos são provocação ( enquanto os lírios significam virgindade) e os pombos simbolizam os "pombinhos" (what else?).